Projetos

Regenerar

Este é o nosso principal projeto: recuperar a mata nativa em 48 hectares de área, caracterizada pela Floresta Ombrófila Mista, a famosa Mata de Araucárias que recobria os planaltos do sul do Brasil.

Aqui não vemos apenas terra e um projeto ambiental, mas uma promessa de alegria, transformação e conexão com a natureza.

Tudo nasce motivado por duas inspirações: as memórias familiares de uma infância feliz e os ensinamentos budistas

Reencantar

Nosso fundador, inspirado pelas vivências no sítio de seus avós, deseja criar um ambiente que proporcione experiências similares de conexão e integração com a natureza.

Já a restauração da floresta de araucárias atende à aspiração da felicidade de todos os seres e redução do sofrimento. Uma floresta nativa é uma fonte de vida que oferece serviços ambientais essenciais, beneficiando até mesmo quem vive longe.

Mas, acima de tudo, esta terra é um compromisso com o futuro. Atuamos para que este local sobreviva e prospere por inúmeras gerações de majestosas araucárias, muito além da nossa própria existência.

Como recuperamos a floresta?

Temos três áreas na região montanhosa de Bateias, Campo Largo-PR. No ponto mais alto, a 950 metros, há uma vista espetacular da serras que antecedem a Escarpa Devoniana. 

É neste cenário deslumbrante que a primeira área adquirida, em 2020, ficou em processo de regeneração natural por quatro anos. O terreno é ladeado por zonas de preservação que beneficiam a dispersão natural das espécies nativas onde antes havia lavouras de soja e milho.

Outras duas áreas, adquiridas em 2024, eram usadas para o plantio de pinus. Uma quarta área, de 8 hectares, se somou ao projeto, graças ao interesse de vizinhos que se tornaram parceiros.

Biodiversidade

As araucárias dominam a paisagem da Floresta Ombrófila Mista, mas há centenas de espécies vegetais e animais que garantem o equilíbrio e a resiliência do bioma.

A Mata de Araucárias tem mais de mil espécies vegetais mapeadas, algumas delas muitas raras ou ameaçadas de extinção como ariticum, o butiá, a imbuia e o cedro.

Até o momento catalogamos mais de cem espécies de árvores, entre aquelas plantadas em 2024 e os exemplares mais antigos. A lista inclui espécies raras e ameaçadas como araucária, canela-sassafrás, imbuia, açoita-cavalo, angico-gurucaia, araçá, ariticum-cagão, aroeira pimenteira, cabreúva e café-de-bugre.

As espécies animais estão por ser catalogadas. Já avistamos lobinhos, quatis, tatu, teiú, jaguarundi, esquilo serelepe, um cervo solitário, cobras, anfíbios, répteis, pássaros e inúmeros insetos. No bioma nativo em equilíbrio, estima-se que 70 espécies de animais se beneficiam na cadeia alimentar da araucária.

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